Te cubro com um manto de pétalas secas, beijo suavemente teus lábios já tão azuis…
mordo os lóbulos de tuas orelhas…
Delicadamente minhas mãos devraldam as dobras de teu corpo, enquanto minha língua ávida e sedenta sorve o rubro mel que emana de tua epiderme!
A cada beijo, teu coração bate mais e mais rápido, tua respiração arqueja, teu corpo estremece tomado de convulções.
A luz que entra pela janela suja reflete na alvura de ti, reluzindo como prata, esta mesma prata que habilmente minhas mãos talham, esculpem, cortam.
Porém antes de germinar a primeira rosa.
Deitas de bruços sobre a erva,
algumas flores caem sobre tua espalda,
enquanto uma hera se enrodilha em teus pés…
Estás tão incrível em teu empedernimento…
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